16/10/2009

SONETO da GRAÇA


Noiva vestida de negro véu fúnebre a vadiar venturas, [fulguras terrenas, efêmeras
Vento breve leva a vida até brisa leve virar ventania
A noiva outrora vestida, ainda que de negro véu, agora [despida pede calor ao céu
Esvai-se lívida, maculada em pedaços, laços de [armadilha e não é amor...

Ventou, ventou... Sobre a casa palha de mentira, [sangrou
Altar espera a santa, vem ela branca magra marcada
Perdoada pela graça que reconstrói casas
Faz do seu amor seu Senhor, do seu Senhor seu amor

Duas histórias se fundem e se confundem numa só
É escrava da orelha furada e mulher amada
Despenceira da desmedida graça
O noivo, dono de amor escolhido, Redentor
Sente e não ressente o mal do espinho da flor
Cravou estacas nas palmas e não estancou

Chorou

minha irmã detona