24/05/2010

Arte moderna e contemporânea

   São bastante complexas as transformações propostas tanto pela modernidade como pela contemporaneidade na arte. Mas é importante que percebamos que os movimentos nascem uns dos outros, se desenvolvem uns a partir dos outros e de seus contextos. E, é importante destacar, se revisitam continuamente. Como diz o historiador da arte Giulio Argan, “em arte há mudança, sem progresso”.
   O pensamento de Argan questiona o conceito de evolução linear associada à idéia de progresso. Ressalta o movimento de ir e vir dos movimentos artísticos, o aspecto cíclico e conseqüentemente interligado entre os diversos momentos da história da arte e seus movimentos estéticos e filosóficos. Por isso, em algumas obras contemporâneas, vê-se citações ou reminiscências de obras modernas e acadêmicas, assim como vê-se também, em obras modernas, antecipações de aspectos encontrados na Arte Contemporânea. Mas é fundamental lembrar que, assim como a arte moderna não pode ser analisada sob o ponto de vista da arte acadêmica, a arte contemporânea não pode ser pensada, estudada e compreendida da mesma maneira que a arte moderna.
   Não podemos analisar um tipo de arte a partir de parâmetros de outro tipo de arte. Cada movimento artístico deve ser analisado de acordo com o seu contexto e a partir dele.

   Assim, voltemos o olhar à Arte Contemporânea e lembremos sempre que uma obra contemporânea é mais que um ponto final, que condensa concepções e preceitos, ela implica em um processo iniciador, ponto de partida para se repensar e refletir a arte e a vida.


fonte: http://www.cp2centro.net/destaques/apostilaav1s.pdf